Luanda – Funcionários públicos e do sector privado propuseram hoje, em Luanda, a actualização do salário da função pública, para proteger os trabalhadores contra o aumento dos preços de bens e serviços, sempre que se reajusta o preço dos combustíveis.


Fonte: Angop
 
Abordados pela Angop, sobre a decisão do Governo de reajustar, em breve, o preço dos combustíveis, funcionários públicos sugeriram igualmente a adopção de outras medidas paralelas, como o reforço da fiscalização de preços especulativos.

 
Para a professora primária Domingas Pedro, há a necessidade de se reajustar o salário dos trabalhadores das instituições e empresas públicas para que haja um equilíbrio entre a decisão do Governo e o poder de compra dos funcionários.  

 
“A alteração no preço do petróleo e seus derivados pode afectar negativamente o nível de vida dos cidadãos, cujo salário mensal já é insuficiente para custear as despesas do dia-a-dia. O incremento do preço dos combustíveis deve ser acompanhado de alternativas, como o aumento dos salários ou a redução dos preços dos bens alimentares básicos”, sugeriu.

 
Por sua vez, Álvaro Casseca disse que essa medida podia esperar um pouco mais, porque pode ter repercussões negativas para a maioria da população.

 
O técnico de manutenção Francisco Lopes, apesar de concordar com a medida do Executivo, disse ser igualmente pertinente o incremento dos salários, com vista a salvaguardar o nível de vida já conquistado por algumas famílias com os anteriores reajustes efectuados pelo Governo.

 
Na óptica do mecânico Filipe Manuel, sempre que se pretende reajustar o preço dos combustíveis é necessário que se ajuste também o valor do salário mínimo nacional, tendo discordado das opiniões dos que consideram de baixo o custo dos combustíveis em Angola. 

 
“Muitos consideram que o preço que pagamos pelos combustíveis em Angola é barato em relação a outros países, mas é preciso não esquecer e reconhecer que nesses países a função pública tem um salário mínimo relativamente mais alto do que em Angola”, afirmou.

 
De acordo com Cintya Semedo, funcionária pública, caso os salários não forem reajustados, os trabalhadores não terão capacidade para fazer face ao aumento do preço de bens e serviços, porque os taxistas e empresas que necessitam de combustíveis vão aumentar os preços para compensar os gastos adicionais.



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