Luanda - O jornalista da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), José Rodrigues é o feliz contemplado do prémio Maboque de Jornalismo/2010, a quem coube 100 mil dólares norte-americanos.
 
 
 
Fonte: Angop


Jornalista José RodriguesO presidente do júri do referido prémio, Alves António, referiu, na cerimónia realizada no Cine Atlântico, em Luanda, que a escolha de José Rodrigues deveu-se ao conjunto do trabalho deste jornalista, de elevada seriedade e rigor na forma como lida com a profissão, pelo que é detentor de um espaço de grande audiência na LAC.
 
 
 
Visivelmente satisfeito, José Rodrigues disse à imprensa que vai continuar a trabalhar com o mesmo afinco para melhor servir o público.
 
 
 

“O programa de entrevistas “Café da Manhã” vai continuar a ser o mesmo programa. Com 17 anos de existência vou continuar a dar o melhor de mim”, asseverou.
 
 
 
Ao se dirigir à nova geração de jornalistas, o galardoado apontou que a dedicação e a humildade são os dois factores que fazem um bom profissional da comunicação social.
 
 

 
Nascido a 28 de Outubro de 1962 na província do Kwanza Sul, José Rodrigues tem 25 anos de rádio, tendo começado a fazer jornalismo na Rádio Nacional de Angola (RNA). Ali fez programas de referência como "Bom Dia Angola", "Manhã de Domingo" e "Trabalho em Luta".
 
 
 

Foi cinco vezes considerado o melhor realizador da RNA. Actualmente é profissional da LAC, onde apresenta os programas "Café da Manhã" e "Análise Internacional".
 
 
 

Para as restantes categorias foram distinguidos, com 20 mil dólares cada, o vencedor do prémio operador de câmara, o repórter de imagem da TPA, Feliciano Mágico, operador de som, o sonoplasta Luís Pedro da Silva RNA e para reportagem do ano, o jornalista José dos Santos do semanário “A Capital”.
 
 
 

Relativamente às línguas nacionais, foi escolhida a apresentadora da TPA em Cabinda, Malila Sambo, o prémio do locutor do ano coube a Alexandre Cose, da TPA e para fotografia do ano, Walter Fernandes, do Jornal Expansão.
 
 
 

A TVzimbo foi também contemplada com vinte mil dólares do Prémio Maboque de Jornalismo ao vencer na categoria de órgão conceituado do ano, enquanto a jornalista do Jornal de Angola, Yara Simão, foi a escolhida para a categoria "Prémio revelação", cabendo-lhe uma viatura.
 
 
 

Entretanto, a menção honrosa, avaliada em 50 mil dólares não foi atribuída pelo facto do júri entender não ter havido trabalho que merecesse esse galardão.
 
 
 

O júri do prémio Maboque de Jornalismo 2010 foi constituído por Alves António (presidente), Francisco Mendes, Víctor Silva, Ana Lemos e Tandala Francisco.
 
 

 
Instituído em 1992 pelo Grupo César & Filhos, o Prémio Maboque de Jornalismo visa promover e incentivar o jornalismo angolano, em reconhecimento da sua importância para a consolidação da democracia e desenvolvimento do país.

 

Prémio Maboque de Jornalismo/2010 homenageia Américo Gonçalves

 


O júri do prémio Maboque de Jornalismo/2010 decidiu homenagear o jornalista Américo Gonçalves pelo seu contributo ao desenvolvimento desta profissão no país.
 
 

 
As razões que levaram o júri deste galardão, presidido por Alves António, a escolha de Américo Gonçalves, deveu-se ao facto de ter sido um dos jornalistas que, desde o pós-independência, muito se engajou no trabalho rigoroso da profissão e na transmissão das experiências à nova geração da comunicação social.
 
 
 
O referido profissional, que leva consigo um cheque avaliado em vinte mil dólares, pertenceu ao Jornal de Angola onde se notabilizou, tendo sido responsável do suplemento Vida e Cultura.
 
 
 
Américo Gonçalves ainda esteve na origem do surgimento do semanário "Angolense" e "A Capital".
 
 
 
Para Reginaldo Silva, que falava através de um vídeo exibido durante a gala do Prémio Maboque de Jornalismo/2010 realizada no Cine Atlântico, disse que Américo Gonçalves é um homem que marcou o jornalismo angolano, quer na vertente cultural, quer política.
 
 
 
“O Américo sempre se caracterizou pela elegância na escrita. Mesmo quando entrava em choque sempre soube utilizar as melhores palavras”, asseverou.
 
 
 
Em declarações à imprensa, o vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, afirmou que Américo Gonçalves é um jornalista que teve a preocupação de formar quadros, pelo que os que puderam ganhar dele esta experiência devem continuar o seu trabalho.
 
 
 
“Creio que aqueles que já puderam ganhar de si a experiência, a qualidade e habilidade vão poder dar a continuidade de todo trabalho que ele desenvolveu. É assim que nós encaramos o ressurgir de quadros novos”, sublinhou.
 
 
 
 
Para Américo Gonçalves, que agradeceu ao grupo César e Filhos pela promoção deste prémio, na vida o apoio dos outros é fundamental em tudo que se faça.
 
 
 
“Muitos camaradas foram importantes para mim nesta trajectória jornalística. Tenho a citar o escritor e jornalista David Mestre que me levou ao Jornal de Angola, a radialista Maria Luísa que me deu força para participar do programa Reencontrar África, ao Arnaldo Santos por me ter permitido criar o suplemento Vida e Cultura do Jornal de Angola”, apontou.



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