Lisboa –  A policia angolana reteve  na noite desde sábado (23) o jornalista e actvista dos direitos humanos,  Rafael Marques na área de Chamuteba em Malanje quando o mesmo viajava  para a zona do Kwango, na província da Lunda-norte.


Fonte: Club-k.net

Regime de JES segue passos do activista

De acordo com informações de ultima hora, o  activista cívico foi interditado  por dois policias armados  que mandaram parar a sua viatura alegando que “conheciam o seu histórial” e que estavam  a cumprir  orientações de Luanda. Os agentes pediram a Rafael Marques  que  explicasse para onde se deslocava e o que ia fazer. O profissional  respondeu  que a sua viajem se circunscrevia  nos trabalhos dos direitos humanos que tem vindo a efectuar no município do Kuango. Marque  foi solto 20 minutos depois quando já eram 18h.

 

Por alegada falta de segurança, na área em que se encontrava, o mesmo acabou por pernoitar nas redondezas do local onde havia sido travado. Figuras com quem o mesmo abordou referem que a comunicação telefônica com ele, esta difícil. Pra poderem se comunicar com o mesmo, o jornalista tem de subir a uma montanha para alcançar o sinal. As mesmas figuras são de opinião que as autoridades policias deveriam  lhe  oferecer segurança. Personalidades em Luanda, aconselharam  a não seguir viagem naaquela hora da noite para evitar eventuais emboscadas.

 

Na interpretação de observadores em Luanda, o  cenário descrito indica que a viatura do mesmo vinha sendo perseguida desde a sua saída de Luanda razão pela qual  receiam que algo de anormal venha acontecer.


Em Agosto passado, havia informação dando conta que conselheiros de José Eduardo dos Santos teriam sentido, nas palavras do estadista angolano inclinações semelhantes a insentivo a um corretivo contra Rafael Marques. De referir que Marques tem se destacado nos últimos meses  com a publicação de relatórios de pesquisa e investigação sobre a corrupção que caracteriza o regime do MPLA e sob as agressões contra os cidadãos em Angola. Dois altos funcionários do regime, Manuel Vicente e Manuel Vieira Dias “Kopelipa” optaram por comprar as duas publicações (Semanário Angolense e A Capital) depois destes terem publicado relatórios de Rafael Marques que lhes eram desfavoráveis. Após a compra o jornalista foi informado que já não podia mais escrever para estes dois jornais privados.

 

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De referir que a interdição contra  Rafael Marques  acontece numa altura em que a organização dos repórteres sem fronteiras disse  em relatório que Angola é o pior país  da lusofonia para se exercer jornalismo.


Na madrugada de sexta feira, um jornalista da Radio Despertar, António Manuel “Jójó” foi esfaqueado por elementos que se fizeram passar por seus admiradores. No mês de Setembro, um outro jornalista,  Alberto Tchakussanga   da mesma emissora,  foi assassinado em sua casa. No ano passado o veterano William Tonet foi igualmente interditado na fronteira de Santa Clara, no Cunene,  quando se deslocava a Namibia. As autoridades retiraram-lhe o passaporte sem no entanto lhe terem esclarecido as razões pela qual procediam daquela forma.


O Sindicato dos Jornalistas em Angola tem feito intervenção alertando sob os riscos que os seus filiados tem passado.  Para alem do Sindicato, existe também o  Comitê dos Jornalistas do MPLA que entretanto não lamenta sobre o quadro negro que os seus colegas enfrentam. O único diário publico, não publica sobre estas  ocorrência. Pelo contrario, o seu director  José Ribeiro  assina editorias mal criados, caluniando estes profissionais com insinuações de  estão ao serviços de organizações internacionais para “sujar” a imagem do  Presidente angolano.



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