Washington - A VOA dá valor ao trabalho de Armando Chicoca e nota que ele deu ao juiz, alvo das alegações, numerosas oportunidades para se defender.


COMUNICADO DO DIRECTOR DA VOZ DA AMÉRICA

A Voz da América (VOA) está preocupada com a sentença de um ano de prisão, a que foi condenado o seu correspondente no Namibe, Armando Chicoca.

 

Chicoca foi sentenciado no dia 3 de Março, devido a acusações de difamação e calúnia suscitadas, em parte, pela sua cobertura noticiosa de uma queixa de conduta imprópria, apresentada contra o juíz presidente do Tribunal Provincial do Namibe, por uma funcionária sua, entretanto despedida. Os advogados de Armando Chicoca recorreram da decisão.


O Comité de Protecção de Jornalistas (CPJ), num comunicado publicado após a condenação de Armando Chicoca, disse que “a sentença é altamente duvidosa e deve ser anulada”.

 

O comunicado do CPJ nota que Chicoca foi levado para a prisão da comarca de Namibe imediatamente após a leitura da sentença e que o seu advogado de defesa, David Mendes, não esteve presente.

 

A VOA requer de todos os seus repórteres a adesão rigorosa aos mais altos padrões de justiça, rigor e imparcialidade, que nos são legalmente exigidos pela Carta da VOA - aprovada pelo Congresso - e pelo nosso código editorial.

 

A VOA dá valor trabalho de Armando Chicoca e nota, para que conste, que ele deu ao juiz alvo das alegações numerosas oportunidades para responder às mesmas. Como referiu a reportagem de Armando Chicoca, o juiz recusou comentar.

 

A VOA expressa a sua preocupação pelo facto de este caso poder desencorajar os jornalistas em Angola que tentam noticiar temas importantes sobre justiça social com um impacto importante sobre os nossos ouvintes.


Danforth W Austin

Director da Voz da América



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