Luanda - José Luís Prata recusa avançar a sua candidatura para o cargo de presidente da FAF, por suspeita de falta de transparência no processo eleitoral, que elege no próximo dia 20 de Maio o sucessor de Justino Fernandes, por um ano.

 

Fonte: O Pais

Prata, ex-vice presidente para as selecções nacionais no mandato de Armando Machado e Justino Fernandes, manifestou a intenção de concorrer no seio de amigos, mas já recuou, por existir interferência externa, dizem pessoas que com ele conversam.

 

Jesus, outro dos aspirantes ao cargo de presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), disse a O PAÍS que, por enquanto, preferia não fazer qualquer declaração, mas pessoas possíveis membros da sua lista disseram que condiciona a sua participação nas eleições à transparência do processo.

 

Esta posição de Jesus não é uma novidade, pois transmitiu-a no comunicado que divulgou quando se demitiu do cargo de vice-presidente para as Associações Províncias, e reafirmou -o em entrevista ao OPAÍS, em Janeiro.

 

“ (...) Está a falar de transparência? Sim da transparência e de uma atitude coerente das associações provinciais.

 

Acredito que não se faz mais pelo futebol pela atitude de algumas pessoas ligadas a determinados sectores. Tenho a triste recordação de que, quando concorremos, em 2004, houve situações muito estranhas”, disse Jesus, acrescentando que “(…) esperamos que cada uma delas (as associações) possam fazer as devidas reflexões.

 

Nada melhor do que o tempo para nos ajudar a corrigir as nossas opções e partirmos para actos com maior coerência e transparência.

 

Acho que muitas das associações têm desenvolvido a sua maturidade à medida que vão acontecendo muitas coisas no nosso futebol”, declarou na mesma entrevista.

 

Informações avançadas a O PAÍS referem que quatro associações receberam esta semana orientações para votar em Alves Simões, ex-assessor de Justino Fernandes, e que se apresenta também como um dos candidatos.

 

Alves Simões, ex-presidente do Interclube, também constava no leque de pessoas que as associações provinciais solicitavam que Justino Fernandes afastasse da FAF, acusando-o de ser um dos “pivots” da confusão que se gerou na actual direcção da Federação Angolana de Futebol.  Em declarações ao O PAÍS, Alves Simões disse que desconhecia a informação de que tinham sido dado ordens as associações para votarem na sua lista, e diz não saber se vão ou não concorrer às eleições da FAF. “Não sei de nada, não posso confirmar qual quer informação porque não participei na tal reunião. Não posso afirmar se vou ou não concorrer, ainda estou em funções e a minha preocupação, nesta altura, é com a Selecção Nacional”.

 


Santos Bikuku, presidente da Associação Provincial da Lunda-Sul e um dos candidatos à presidência da FAF, confirmou ao O,PAÍS ter havido uma reunião na segunda-feira entre as associações e o vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, mas desconhece qual o teor da conversa por ter chegado tarde.

 

“Não sei do que se tratou. Não posso te transmitir o que os meus colegas disseram, sob pena de te fazer incorrer em erro. Não estive na reunião porque cheguei atrasado ”, disse Bikuku, que reafirma a vontade de concorrer às eleições.

 

Apesar desta informação, Artur Almeida vai concorrer à presidência da FAF, acreditando na independência das Associações Províncias, de acordo com informações a que o O PAÍS teve acesso. Artur Almeida não formalizou ainda a sua intenção, tal como Alves Simões, mas é dado adquirido que vai disputar o cargo de presidente da FAF.

 

“Não pode haver ingerência  política no futebol”

 

O antigo presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Armando Machado, disse a O PAÍS, nesta terçafeira, que não faz sentido que os políticos indiquem candidatos para gerir os destinos do órgão que rege o futebol em Angola.

 

Machado afirmou que não pode haver ingerência política nos destinos da FAF, por se tratar de uma instituição independente e com estatutos próprios. “É importante que entrem pessoas idóneas na federação e não pessoas que pretendem somente associar o seu nome ao dirigismo desportivo”, afirma o presidente honorário da FAF.

 

“O futebol é uma modalidade que movimenta massas e o seu sucesso depende da competência de que o gere.

 

Actualmente, qualquer pretende candidatar-se à presidência da FAF, por saberem que é uma porta para voos políticos e outras realizações”.

 

A sociedade civil angolana tem indivíduos com capacidade para gerir o futebol no país, mas é necessário desarmar a mente daqueles que pensam que têm de ser os políticos a indicar quem deve ou não ser presidente da FAF. Há pessoas que pretendem dar uma outra dinâmica a federação, mas preferem não fazê-lo para evitar intrigas com pessoas que entendem nada sobre futebol e outras coisas mais”, referiu.

 

“A Federação Internacional de Futebol (FIFA) é muito rigorosa neste aspecto, é importante que se verifique isso para evitar problemas como os que afectam outros países”, alerta Armando Machado. A FIFA pede que haja sempre uma separação entre a A disciplina táctica dos libolenses em campo tem contribuído para o seu sucesso em campo, ao passo que os tricolores apresentam algumas debilidades em interpretar convenientemente os sistemas técnicos e tácticos em desafios desta natureza.

 

O nível de eficácia dos atletas da formação do Kwanza Sul na linha dos dois e dos três pontos permite dilatar o resultado e fazer com que o adversário não se aproxime no marcador, dado que os petrolíferos dificilmente conseguem dar a volta ao resultado.

 

Os libolenses, vice campeões, tendem a encontrar resistência neste desafio, pelo facto de a turma do Eixo Viário estar a refazer-se das cinzas, mas os atletas do cinco Kwanza Sul são mais experientes.

 


Os vice campeões pretendem entrar com o pé direito nesta fase, que se considera derradeira, por ser a última e disputada a duas voltas, mas é necessário a calma vir ao de cima política e o futebol, de forma a evitar que haja influências, além de que o desportorei é uma modalidade autosustentavél, devido à sua natureza”, afirmou Machado.

 


O ex-dirigente recusou-se a indicar o nome de um candidato, dada a sua condição de presidente honorário da Federação Angolana de Futebol (FAF).

 

*Teixeira Cândido Sebastião Félix



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