Luanda - A concentração do pessoal começou por volta das 11horas da manhã, mas acção efectiva da manifestação pacífica em prol da liberdade de expressão teve inicio por voltas das 13h 20 minutos, com os organizadores a proferirem algumas palavras que presidiram  à organização da manifestação pacífica, pelo que foi se seguindo alguns depoimentos dos presentes de forma livre.

Fonte: Club-k.net

Próximo manifestação dia 27 de Maio

De realçar que depois das primeiras palavras dos organizadores todos presentes sentiram-se donos daquele acto, contribuindo para adesão da cada vez mais a gente, num ambientes inédito que chamou atenção dos transeuntes e curiosos que se aproximavam do local, calcula-se que terão passado pelo largo da independência pouco mais de mil almas.

 

O ambiente foi marcado pelo aproveitamento de alguns políticos que procuraram tirar o maior dividendo possível do momento, a comunicação social esteve em massa para constatar o inacreditável para alguns,  por volta das 21 horas apareceu por lá uma mamã, com a sua banheira na cabeça que ficou largos minutos pasma, porque não estava acreditar no que via, seguramente que foi um momento único na sua vida jovens a manifestarem contra o regime ditatorial em Angola, a vaiarem o JES, e o seu MPLA, riscando as fotografias do MPLA e do seu líder clarividente.

 

Dentre as muitas palavras de ordem que se ouviram foram libertem  o Chicoca, Tio Zé Tira o Pé,  32 anos é muito no Poder, Abaixo o MPLA,  até o primeiro presidente não escapou a crítica dos manifestantes, em termos de organização espontânea ultrapassou largamente as expectativas dos seus proponentes.

 

Como nota de realce foi o comportamento da polícia que em nenhum momento ofereceu qualquer tipo de dificuldade ao acto livre e legal que os cidadãos conscientes estavam a exercer, os estudantes e activistas sociais diziam que a polícia é do povo e não  do MPLA, que precisamos de empregos, casas e liberdade, manifestaram-se contra a Lei recentemente aprovada pela Assembleia Nacional sobre controle das TIC.

 

O próximo acto de manifestação está marcado para o dia 27 de Maio, por ser uma data histórica, e que os angolanos exigem da parte das autoridades uma explicação do terá acontecido exactamente.



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