Luanda – Angola terminou hoje a sua participação no IV mundial de atletismo para deficientes visuais, na Turquia, com o velocista José Sayovo a confirmar o seu potencial ao conquistar a sua segunda medalha de ouro na prova.


Fonte: Angop

 
O triunfo aconteceu nos 200 metros, que se junta ao "ouro" arrebatado quarta-feira nos 400 m e ainda a prata dos 100.


 
Depois de ter obtido triplamente a prata na edição de 2007, no Brasil, o recordista paralímpico na edição de “Atenas2004” teve melhor prestação na pista de tartan do Stadium of Antalaya Youth and Sports ao cronometrar nos 100 metros 11 segundos e 72 décimos, arrebatando a medalha de prata, 24.22 nos 200 metros (ouro) e 53.49 nos 400 (ouro).


 
Octávio dos Santos conquistou neste evento duas medalhas de bronze nos 100 e 200 metros, numa selecção que também integram Miguel Francisco e Joaquim Manuel.


 
Quinta-feira, os quatro atletas da selecção nacional não foram além da quarta posição nas meias-finais da estafeta 4X100, inviabilizando assim o objectivo da equipa técnica nacional, liderada por José Manuel, de marcar presença na final disputada hoje. O regresso da delegação nacional está marcado para terça-feira próxima.

 

José Sayovo fala em "sacrifícios" para medalhar na Turquia


 O velocista José Sayovo afirmou, nesta sexta-feira, que as duas medalhas de ouro nos 200 e 400 metros e outra de prata nos 100 do mundial da Turquia foram conquistadas em condições climatéricas difíceis, fundamentalmente devido às fortes chuvas registadas ao longo da competição para deficientes visuais.

 

Falando à Angop por telefone, o triplo recordista paralímpico (Atenas2004) acrescentou que a selecção nacional também se ressentiu das condições colocadas à disposição dos atletas por parte da organização do evento, em que foram submetidos a exercícios de aquecimento na relva ao invés de uma pista de tartan como é regra.

 

Adiantou que as dificuldades encontradas durante a preparação e ao longo do mundial foram superadas devido à determinação dos integrantes da selecção nacional e equipa técnica, reclamando maior atenção do Ministério da Juventude e Desportos.

 

Mostrou-se satisfeito por ter alcançado o objectivo de medalhar e obter a qualificação para os jogos paralímpicos de 2012 em Londres (Inglaterra), onde o seu grande desafio é fazer igual ou melhor que nas edições anteriores.



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