"Depois de ter considerado a situação e de me ter consultado com diversos conselheiros de Direito e aliados políticos, de acordo com o seus conselhos decidi demitir-me", declarou o chefe de Estado num discurso televisivo transmitido à nação.

Pervez Musharraf tinha ganho o controlo do país no dia 12 de Outubro de 1999 em consequência de um golpe de Estado militar sem derramamento de sangue.

A sua popularidade, porém, tinha vindo a cair a pique nos últimos18 meses e estava isolado desde que os seus aliados perderam as eleições legislativas de Fevereiro último e cuja campanha ficou marcada pelo assassinato de Benazir Bhutto, em finais de Dezembro.

"Deixo o meu futuro nas mãos do povo", disse ainda, no final do seu anúncio.

A coligação governamental que lidera o Paquistão decidiu dar início a um procedimento de destituição do Presidente Musharraf, aliado dos Estados Unidos na “guerra contra o terrorismo”, no passado dia 7 de Agosto.

Tanto o PPP (liderado por Asif Zardari, viúvo da falecida Benazir Bhutto ) como o PML-N (Liga Muçulmana) elegeram Musharraf como alvo desde que chegaram ao poder, em Fevereiro.

A Constituição pequistanesa estabelece que o Presidente poderá ser destituído na sequência de uma moção parlamentar de destituição com uma maioria de pelo menos dois terços na Assembleia e no Senado.

A tensão política vivida em Islamabad preocupa a comunidade internacional uma vez que o Paquistão é a única potência muçulmana a dispor de armamento nuclear.

Fonte: Publico



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